AUTOR DE MANHÃ DE CARNAVAL.
Estou reduzido aos meus instintos, estou preso aos meus sentidos, pouco a pouco foram reduzindo meu direito à minha humanidade.
Tiraram meu semelhante de junto de
mim, limitaram o uso do meu cérebro às operações mais simples, arrancaram a
minha carta de cidadania, extinguiram a minha capacidade de influir, diminuíram
o meu cérebro, dissolveram minha consciência.
Agora, eu apenas faço parte da
paisagem quase morta.
Sou uma planta encostada aqui neste banco de praia.
Quando haverá outro dia esperança, quando?
Já começo a
sentir cansaço, depois vem o desgosto, depois o desespero de tudo isto.
QUE NESTE DOMINGO O POEMA DE ANTÔNIO MARIA NOS SIRVA DE REFLEXÃO PARA NÃO DESISTIRMOS DA LUTA.
DEUS SEMPRE MANDA ALGUÉM
E DEUS NÃO SE ESQUECEU DE NÓS.
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