Na política quase sempre a palavra ética é usada nos palanques para sensibilizar eleitores, quando na verdade, após eleitos, os mesmos que pregavam combate à corrupção e juravam defender a moralidade pública se empenham em colocar nos mais altos cargos pessoas até mesmo condenadas por prática de improbidade.
No jornalismo acontece a mesma coisa.
Quantas vezes vemos jornalistas criticando políticos condenados por improbidade e depois estendendo tapete vermelho ao corrupto. Tudo por pura conveniência.
Sabemos que as pressões são fortíssimas, mas entendemos que para tudo existe um limite.
A ética não pode ser negociada. O combate à corrupção não pode ser deixado para trás por interesses inconfessáveis.
Ou defendemos com ardor a moralidade pública ou jamais teremos uma sociedade com menos corrupção. Digo menos corrupção porque entendo que a extinção desta praga é impossível.
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