quarta-feira, 9 de agosto de 2017

                              A TRISTE REALIDADE DOS ASSALARIADOS
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             MAIS DO QUE CHORAR É PRECISO LUTAR POR SEUS DIREITOS
      Há certos meses em que Carlos e Odilene deixam de comprar sabonete. Moradores de uma ocupação, eles trocam o conforto da higiene por um pedaço de carne a mais no prato. Reginaldo e Rafaela não têm previsão para trocar o telhado quebrado do barraco em que vivem, na favela de Paraisópolis. Melhor aguentar as goteiras a deixar de alimentar seus três filhos. Renata enfrenta uma maratona diária: percorre quilômetros em busca de feiras e sacolões que vendam alimentos mais baratos para a produção de marmitex. É na diferença de centavos na batata ou no tomate que ela encontra o lucro para sustentar sozinha a família, composta por mais sete crianças, em um cortiço na região da Cracolândia.
      Essas são as escolhas diárias feitas por famílias que vivem com um salário mínimo, R$ 937, na cidade de São Paulo. Chefes de família contaram à BBC Brasil como se desdobram para esticar por 30 dias os rendimentos - e evitar ter que morar na rua.
     Uma pesquisa divulgada em julho deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que o salário mínimo para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.810,36. O montante é quatro vezes maior do que o valor atual do mínimo brasileiro. FONTE:G1
      OS POLÍTICOS ACHAM EXAGERADO O SALÁRIO MÍNIMO ATUAL.
      A prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, com salário de 30 mil reais, acena com um reajuste salarial de menos de 4% ao funcionalismo municipal.
      O governador Robinson Faria, quer se reeleger e eleger a mulher deputada, evita falar em qualquer reajuste ao funcionalismo estadual.
      Para eles os salários do funcionalismo são absurdos.
      Deputados e vereadores, com salários despropositados e mordomias irracionais, se calam ante tanta injustiça.
       Até quando os filhos de um país tão rico aceitarão viver na miséria?

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