MAIS DO QUE CHORAR É PRECISO LUTAR POR SEUS DIREITOS
Há certos meses em que Carlos e Odilene deixam de comprar sabonete.
Moradores de uma ocupação, eles trocam o conforto da higiene por um
pedaço de carne a mais no prato. Reginaldo e Rafaela não têm previsão
para trocar o telhado quebrado do barraco em que vivem, na favela de
Paraisópolis. Melhor aguentar as goteiras a deixar de alimentar seus
três filhos. Renata enfrenta uma maratona diária: percorre quilômetros
em busca de feiras e sacolões que vendam alimentos mais baratos para a
produção de marmitex. É na diferença de centavos na batata ou no tomate
que ela encontra o lucro para sustentar sozinha a família, composta por
mais sete crianças, em um cortiço na região da Cracolândia.
Essas são as escolhas diárias feitas por famílias que vivem com um
salário mínimo, R$ 937, na cidade de São Paulo. Chefes de família
contaram à BBC Brasil como se desdobram para esticar por 30 dias os
rendimentos - e evitar ter que morar na rua.
Uma pesquisa divulgada em julho deste ano pelo Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou
que o salário mínimo para sustentar uma família de quatro pessoas
deveria ser de R$ 3.810,36. O montante é quatro vezes maior do que o
valor atual do mínimo brasileiro. FONTE:G1
OS POLÍTICOS ACHAM EXAGERADO O SALÁRIO MÍNIMO ATUAL.
A prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, com salário de 30 mil reais, acena com um reajuste salarial de menos de 4% ao funcionalismo municipal.
O governador Robinson Faria, quer se reeleger e eleger a mulher deputada, evita falar em qualquer reajuste ao funcionalismo estadual.
Para eles os salários do funcionalismo são absurdos.
Deputados e vereadores, com salários despropositados e mordomias irracionais, se calam ante tanta injustiça.
Até quando os filhos de um país tão rico aceitarão viver na miséria?
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